Ação da Fatec dá início ao Projeto do Instituto Supereco – Alinhavos de esperança a iluminar a travessia – de combate à Covid -19.

Ainda no início da pandemia causada pelo Corona vírus, a ação da Fatec de São Sebastião, de começar a produzir faceshields, para serem distribuídas, à princípio na área da saúde no município, rapidamente teve repercussão e passou a ter o apoio de outras instituições. A primeira foi o Barlavento Coworking posteriormente, o Instituto Supereco; Projeto Baleia à Vista – que financiou a máquina de corte a lazer – e Yate Clube de Ilhabela que tornaram – se parceiros do projeto. Logo centenas de máscaras começaram a ser distribuídas não só na cidade de São Sebastião, mas para toda a região do Litoral Norte, algumas cidades do Vale do Paraíba e até na capital.

Segundo o diretor da Fatec, Prof. Ms. Daniel Jung, a ideia era que fosse um projeto colaborativo. E realmente essa ideia deu certo, uma vez que a colaboração só aumentou e o projeto ganhou vulto. O Instituto Supereco, então, teve a ideia de distribuir máscaras para a população carente e também gerar renda para os eco-empreendedores que fazem parte da rede São Francisco, que já era uma ação deles. Deste movimento, surgiu a Rede Colabora Sem Covid 19 e depois, o projeto  Alinhavos de esperança a iluminar a travessia, projeto que promove ações integradas de prevenção imediata e combate ao contágio da COVID-19, e fortalece os ecoempreendedores comunitários do litoral norte de São Paulo. Tal projeto venceu o edital da EDP e hoje é patrocinado pela empresa, com apoio do Instituto EDP e de novos parceiros como a OBME – Organização Brasileira das Mulheres Empresárias, o CEAG – Centro de Educação Ambiental de Guarulhos , a APlanet, a FASS – Faculdade São Sebastião e o Módulo – Centro Universitário e a feira comunitária Beco do Picaré.

 

Alinhavos de Esperança a iluminar o caminho

 

De acordo com matéria publicada pelo Instituto Supereco, o projeto tem o foco na economia compartilhada, solidariedade e rede colaborativa.

Suas ações consistem na entrega de 2 mil máscaras de tecido para pessoas de grupos de risco e aquelas que vivem em regiões de alta vulnerabilidade social, além de 200 kits de presentes artesanais feitos pelos empreendedores locais para profissionais de serviços essenciais, cujas atividades não puderam ser interrompidas durante a quarentena.

Ainda, de acordo com a publicação do instituto, a confecção das máscaras e dos kits irá gerar renda a pequenos empreendedores locais como, que vivem basicamente do turismo e tiveram sua renda impactada por conta da pandemia.

Os kits de produtos da gastronomia e artesanato locais serão feitos para presentear profissionais das áreas da saúde e de serviços públicos como limpeza urbana, energia, água e cemitério e serviços essenciais como mercado e farmácia; e de entregas, dentre outros, numa grande corrente do bem, que irá atender ao menos oito comunidades integrantes da costa norte e da costa sul de São Sebastião e de Caraguatatuba.

Toda a logística está sendo organizada virtualmente pelos alunos voluntários da FATEC.

De acordo com o proprietário da Barlavento Coworking, Marcelo Forestieri Fernandes, mesmo antes da pandemia, a ideia era se desenvolver projetos em parceria com a Fatec afim de que os alunos pudessem atuar como voluntários em demandas reais do município e à princípio ganhar horas acadêmicas, ou até mesmo horas de estágio na empresa. Segundo ele, tais ações seriam interessantes, pois a partir delas poderiam   ser criadas soluções   que no futuro poderiam até se tornar novas empresas.

“Eu amo o meu trabalho, eu amo o que eu faço e gosto de envolver as pessoas em projetos diversos, então, é muito gratificante quando há reconhecimento e melhor ainda, quando essas ações produzem frutos”, declarou o empresário.

Conforme o presidente do Instituto Supereco, Andrée Vieira, em publicações divulgadas na mídia, não há outra forma melhor, do que a colaboração de todos os setores da sociedade na  solução dos problemas.  “Não vejo outra maneira de resolver problemas sociais complexos e de combater desigualdades sem formar redes de trabalho colaborativas entre setores e comunidade, em busca de soluções eficientes e transformadoras. Isso só reforça a importância do trabalho conjunto entre o Instituto Supereco e nossos parceiros e da EDP por ter confiado em nosso trabalho”, declarou.

O Prof. Ms. Daniel Jung, que teve a ideia inicial da produção dos escudos faciais, confessa que nem poderia imaginar que isto fosse chegar tão longe.

“Toda essa situação provocada pela pandemia gerou muito aprendizado. Trouxe também uma sensação incrível de missão cumprida. Trabalho em equipe, colaboração, foco e, principalmente, entrega de resultados. Não poderia ser mais gratificante ver que todos os esforços fizeram sentido e geraram frutos. Crescemos e aprendemos muito fazendo algo que tem muito valor, descobrimos novos talentos, superamos desafios, só tenho a agradecer!”, declarou o diretor da Fatec.

 

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